O mapa de vendas
Todos os meses, os mesmos dois nomes no topo. Mesmo produto, mesma tabela, mesmas condições. E a explicação é sempre a mesma: «Ele tem jeito.»
Consultoria e treino de equipas comerciais B2B
Ajudo Diretores Gerais e acionistas a transformar vendedores tecnicamente competentes em profissionais a quem os clientes preferem comprar, com neurociência e comportamento aplicados à performance comercial.
Em muitos mercados B2B em Portugal, já não há um universo grande de clientes novos por conquistar. A sua empresa provavelmente já vende a quase toda a gente.
O problema é que esses clientes também compram à concorrência.
Os produtos são parecidos. Os preços andam próximos. As condições também. E, mesmo assim, o cliente compra mais a um fornecedor do que aos outros.
Quando se pergunta porquê, a resposta raramente é técnica:
Gosto mais de lidar com aquele vendedor.
Essa preferência não nasce por acaso. Nasce de coisas concretas que acontecem em cada reunião, e que nenhuma tabela de preços consegue compensar.
Todos os meses, os mesmos dois nomes no topo. Mesmo produto, mesma tabela, mesmas condições. E a explicação é sempre a mesma: «Ele tem jeito.»
O seu melhor cliente compra-lhe um terço do que gasta na sua categoria. Os outros dois terços vão para concorrentes com produto e preço equivalentes. Não está a perder clientes. Está a perder dentro dos clientes que já tem.
Quando o seu melhor vendedor sair, quantos clientes vão com ele? Os contactos estão no CRM. A razão pela qual o cliente atendia o telefone, não.
Pagou uma formação de vendas. A avaliação foi excelente. Duas semanas depois, a equipa faz exatamente o que fazia antes.
Se algum destes cenários lhe é familiar, o problema não está no produto nem no preço. Está na relação.
A capacidade de uma equipa de vendas se tornar a escolha preferida dos clientes pela qualidade das relações que os seus vendedores constroem.
Não se trata de simpatia.
Não se trata de pedir ao vendedor que seja «mais agradável».
E não é mais um guião de vendas.
Preferência Comercial é o conjunto de comportamentos observáveis que fazem um cliente, perante duas propostas iguais, escolher a sua.
Como o vendedor pergunta. Se ouve até ao fim ou interrompe. Se percebe, nos primeiros minutos, com que tipo de pessoa está a falar. Se ajusta o ritmo e a linguagem ou trata todos os clientes da mesma maneira. Se leva uma apresentação ou leva uma conversa.
Nenhuma destas coisas está na tabela de preços. Todas elas decidem quem recebe a encomenda.
Na maioria das empresas, a capacidade de criar relação com o cliente é tratada como feitio. Uns têm, outros não.
«Jeito» é a palavra que usamos quando não conseguimos explicar uma coisa. E o que não se consegue explicar não se consegue ensinar.
O resultado: o ativo mais valioso da sua equipa comercial é o único que não está em manual nenhum. Depende de quem calhou entrar para a equipa, e sai pela porta quando essa pessoa sai.
Depois de anos a observar e a analisar reuniões comerciais, a minha convicção é outra:
Afinidade comercial não é um talento natural. É uma competência. E pode ser desenvolvida.
Quatro movimentos que os vendedores preferidos pelos clientes fazem, muitas vezes sem saber, e que podem ser treinados de forma consciente.
Perceber quem está do outro lado antes de falar do produto. Perfil comportamental, sinais não-verbais, forma de comunicar, contexto.
Ajustar a condução da conversa àquela pessoa. As perguntas, o ritmo, a linguagem, o nível de detalhe, a escuta, a argumentação.
Criar rapport e confiança de forma intencional, sem depender do carisma natural de cada vendedor.
Transformar a qualidade da relação numa vantagem comercial mensurável: mais encomendas, maior quota dentro de cada cliente, menor dependência de pessoas.
Todos gostamos de comprar. Ninguém gosta que lhe tentem vender.
Não acredito em formações em que o vendedor passa dois dias numa sala, acha o conteúdo interessante e, duas semanas depois, voltou a fazer exatamente o mesmo.
Os comportamentos comerciais são automatismos construídos ao longo de anos. Só mudam com prática, observação e correção. Por isso, o Programa Preferência Comercial funciona assim:
Avaliação individual de cada vendedor: capacidade de leitura do cliente, construção de rapport, adaptação da comunicação e padrão de esforço. Sabemos de onde parte cada pessoa.
Sessões teórico-práticas, presenciais ou online, com os modelos que os vendedores de topo usam. Entre cada sessão, o vendedor aplica no terreno.
Uma sessão individual com cada elemento da equipa para analisar o que aconteceu na aplicação real, identificar dificuldades e corrigir.
Simulações específicas para cada função, gravadas e analisadas. O vendedor vê o próprio comportamento, recebe feedback dos colegas, corrige e volta a testar.
Acompanhamento semanal individual até o novo comportamento se tornar natural.
Tudo o que funcionou fica documentado num manual construído com a equipa, para integrar no sistema da empresa. A preferência deixa de depender de duas pessoas.
A investigação em vendas e neurociência cognitiva identifica uma capacidade que distingue os vendedores de alto desempenho: a Teoria da Mente do Vendedor, ou seja, a competência para inferir as intenções, crenças e necessidades do cliente durante a conversa, e ajustar o próprio comportamento em conformidade.
A diferença entre os dois grupos não é personalidade. É comportamento. E comportamento treina-se.
Investigação académica do ISEG (Universidade de Lisboa), da Revista Brasileira de Gestão de Negócios e da University of Gloucestershire, entre outras.
Descubra, em poucos minutos, quais os fatores comportamentais que estão a potenciar e a travar as vendas da sua equipa.
O autodiagnóstico baseia-se na investigação científica sobre os comportamentos do vendedor que levam os clientes a comprar mais e a manter relações comerciais duradouras.
Fazer o autodiagnósticoHá mais de uma década que trabalho com equipas comerciais em Portugal.
Ao longo de cerca de 400 clientes na minha carreira de consultor, observei a mesma situação repetir-se: empresas com bons produtos, bons preços e vendedores tecnicamente competentes, a perder encomendas para concorrentes que não tinham nada de melhor para oferecer, exceto a relação.
Foi a partir desses desafios que desenvolvi uma metodologia prática, apoiada em neurociência e análise comportamental, que já apliquei em algumas das empresas mais conhecidas de Portugal.
O que me interessa não é ensinar mais uma técnica de vendas. É transformar a forma como os seus vendedores são percebidos pelos clientes.
Paulo Lopes Porto
Executive & Sales Coach
Não no sentido habitual. Há conteúdo, mas o foco está na aplicação entre sessões, na simulação gravada, no feedback e no acompanhamento individual. O objetivo é mudar comportamentos, não transmitir conceitos.
Não. A neurociência está no método, não no discurso. Os vendedores aprendem comportamentos concretos que podem aplicar na reunião seguinte.
Sobretudo com eles. São os que têm mais automatismos enraizados e, muitas vezes, os que menos percebem os próprios comportamentos que afastam o cliente.
Sim. O programa pode ser desenvolvido total ou parcialmente online, sem prejuízo dos resultados.
Depende da dimensão da equipa e do diagnóstico inicial. Um projeto típico decorre ao longo de cerca de dez semanas.
Faça-se uma pergunta: se amanhã o seu produto e o do concorrente fossem iguais em qualidade e preço, de qual vendedor os seus clientes prefeririam comprar? Se a resposta não for clara, vale a pena conversarmos.
Se acredita que a sua equipa pode vender mais criando relações melhores com os clientes que já atende, e com aqueles que quer conquistar, vamos conversar 20 minutos.
Ou envie-me uma mensagem no LinkedIn com a palavra PREFERÊNCIA.